
O candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pretende reforçar o apelo para que os eleitores compareçam às urnas no próximo domingo (25/10), data do segundo turno. O objetivo é reduzir a abstenção, que no primeiro turno atingiu 33 milhões de pessoas, equivalente a 21,08% do eleitorado apto a votar. Segundo auxiliares, o programa eleitoral de Lula deve abordar a importância do voto ao longo da semana para estimular o comparecimento. Uma pesquisa Quaest divulgada em 14/10 aponta que 43% dos eleitores que não votaram no primeiro turno declararam intenção de votar em Lula.
A campanha também utiliza uma agenda positiva para tentar reverter o resultado do primeiro turno, no qual o senador Flávio Bolsonaro (PL) obteve 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula. Entre as medidas citadas pela campanha estão a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para gratuidade do transporte público aos fins de semana e o fim da escala de trabalho 6x1. A PEC do transporte foi anunciada por Lula em 15/10 e deve ser enviada ao Congresso Nacional na próxima semana; segundo o senador Camilo Santana (PT-CE), o texto está pronto, embora precise de debate sobre recursos para custeio.
O Senado Federal aprovou em dois turnos a PEC que prevê o fim do modelo de seis dias de trabalho para um de descanso, sendo promulgada em 16/10. A medida é uma das principais bandeiras da campanha de Lula e deve ser utilizada para alcançar eleitoras, indecisos e eleitores que não votaram no primeiro turno. Além disso, foi aprovado pelo Senado o projeto de lei complementar (PLP) que amplia o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil a partir de 2028, permitindo a contratação de até dois empregados e prevendo perdão de dívidas até 13 de outubro.
Em sabatina na TV Globo no dia 14/10, Lula afirmou que o país está no rumo certo e classificou como "maravilhosa" a ideia de oferecer transporte gratuito aos fins de semana para quem terá dois dias de descanso com a nova escala de trabalho. Pesquisas recentes indicam uma aproximação entre os candidatos: o Datafolha aponta empate técnico (51% para Flávio e 49% para Lula) e a Quaest indica 46% para Flávio e 44% para Lula. A campanha de Lula conta com mobilizações em capitais e mudanças nas redes sociais para buscar a virada.
O segundo turno ocorre no dia 25/10 para eleitores do Distrito Federal e de estados onde nenhum candidato obteve maioria absoluta. No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicos) e Ricardo Ferraço (MDB) disputam o governo; no Distrito Federal, Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT); no Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT); no Amazonas, Omar Aziz (PSD) e Maria do Carmo; no Acre, Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos); e em Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil) e Vicentinho Júnior (PSDB).
O cronograma de campanha prevê que Lula participe de um debate com Flávio Bolsonaro em 18/10 pela TV Bandeirantes, seguido de um comício em Porto Alegre no dia 19/10. Em 20/10, o petista participará de uma caminhada em São Luís e percorrerá o trajeto entre Petrolina e Juazeiro. O último debate presidencial do ano está marcado para o dia 23/10 pela TV Globo.
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