21°C 30°C
Brasília, DF
Publicidade

Governo federal soma R$ 405 bilhões em isenções, subsídios e benefícios em 2026

Levantamento do jornal O Estado de S. Paulo aponta gastos com programas sociais e crédito; governo afirma que medidas são ações indispensáveis

21/10/2026 às 18h14
Por: VV8 REDAÇÃO
Compartilhe:
Foto: Revista Oeste
Foto: Revista Oeste

Um levantamento realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo indica que o montante destinado a isenções de impostos, benefícios sociais e programas de crédito pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) soma R$ 405 bilhões em 2026. A ferramenta utilizada para o monitoramento contabiliza despesas federais em tempo real, incluindo renúncias de receitas e gastos com publicidade institucional. O valor total varia conforme novas medidas são anunciadas durante o período eleitoral.

O montante inclui a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 7 mil, programas como Bolsa Família, Pé-de-Meia e Gás do Povo, além de iniciativas fora do Orçamento, como o Desenrola Brasil e o Luz do Povo. Entre as medidas recentes citadas pelo jornal estão o reajuste de 15% no Bolsa Família, o programa Desenrola 3.0, a anistia de dívidas para microempreendedores e a proposta de tarifa zero no transporte público aos domingos.

Especialistas avaliam que a sequência de benefícios pode elevar o endividamento público. Selene Nunes, ex-secretária de Fazenda de Goiás, afirmou ao jornal Estadão que o custo econômico de subsídios ou riscos assumidos pelo governo é pago por alguém, seja no presente ou no futuro. Daniel Couri, consultor de orçamentos do Senado, mencionou a falta de compromisso com o ajuste fiscal. Já Marcus Pestana, diretor da Instituição Fiscal Independente, afirmou que o reajuste do Bolsa Família gera um gasto extra de R$ 24 bilhões em 2027.

Em documento enviado ao Congresso Nacional, o governo federal aponta a necessidade de revisar gastos para manter o arcabouço fiscal, com previsão de cortes de R$ 53,7 bilhões até 2030. A equipe econômica projeta déficits de R$ 15,8 bilhões em 2028 e R$ 14,9 bilhões em 2029, chegando a R$ 23 bilhões em 2030. O cálculo oficial do governo não incluiu o reajuste do Bolsa Família, o Pix de R$ 5 mil para microempreendedores nem o passe livre no transporte público.

O Ministério do Planejamento classifica as projeções como um exercício contábil e nega desequilíbrio nas contas. A Secretaria de Comunicação da Presidência da República afirmou em nota que considera "descabida e metodologicamente insustentável" a classificação dos desembolsos como eleitorais, definindo as medidas como "ações indispensáveis" para manter jovens na escola, proteger empregos e conter a inflação. A pasta declarou que "governos não deixam de governar em ano de eleição".

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Brasília, DF
25°
Tempo limpo

Mín. 21° Máx. 30°

25° Sensação
5.54km/h Vento
53% Umidade
98% (0.65mm) Chance de chuva
05h40 Nascer do sol
18h11 Pôr do sol
Qui 32° 21°
Sex 33° 20°
Sáb 34° 23°
Dom 34° 24°
Seg 33° 20°
Atualizado às 22h01
Economia
Dólar
R$ 5,02 -0,02%
Euro
R$ 5,64 -0,01%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 445,292,64 -1,27%
Ibovespa
206,495,23 pts -0.86%
Publicidade