
Robêni Baptista da Costa, sobrevivente da ditadura militar brasileira, localizou registros de seu interrogatório preservados nos arquivos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O documento foi encontrado pela bibliotecária Joana Bernadete de Campos, que atua há 38 anos no setor de preservação de documentos históricos da instituição. Robêni estudou na Unicamp e participou de uma mobilização em 1974.
O registro recuperado refere-se ao período em que a sobrevivente sofreu torturas, incluindo choques elétricos, durante o regime militar. Parte das lembranças de Robêni está ligada ao DOI-Codi, na Rua Tutóia, em São Paulo, local onde ela foi presa e interrogada.
A Unicamp, fundada em 1966, mantém um patrimônio documental que inclui registros da história política brasileira e obras raras. O acervo é gerido por profissionais que trabalham na preservação de documentos para manter o registro de eventos históricos. A arqueóloga Aline Vieira de Carvalho, da Unicamp, afirma que vestígios encontrados em locais de repressão, como objetos e fragmentos, somados a testemunhos e documentos escritos, servem como evidências para compreender a violência do período.
A reportagem faz parte da série “Unicamp 60”, produzida pela EPTV para comemorar os 60 anos da universidade. O projeto busca mostrar como a instituição contribui para o desenvolvimento do Brasil e a preservação da memória histórica através de seus arquivos.
Mín. 19° Máx. 26°