
O ex-chefe de gabinete do deputado estadual Flávio Serafini (PSOL-RJ), Carlos Alberto Lúcio Bittencourt Filho, foi preso pela Polícia Civil do Rio de Janeiro em uma operação que investiga uma rede de violência e exploração sexual de adolescentes. Ele também atuava como assessor parlamentar no gabinete da deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ), na Câmara dos Deputados.
A operação foi deflagrada na quarta-feira (28 de outubro de 2026), no âmbito de uma investigação conduzida pela 74ª Delegacia de Polícia, em Alcântara, São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. O caso envolve suspeitas de crimes sexuais contra adolescentes e mecanismos de intimidação das vítimas. De acordo com as informações divulgadas sobre a investigação, o grupo suspeito registrava os abusos em vídeos e utilizava esse material para ameaçar e chantagear as vítimas. A apuração busca esclarecer a participação de cada investigado na estrutura criminosa.
Segundo os relatos sobre o caso, Carlos Alberto é suspeito de solicitar e recolher vídeos relacionados às violências sexuais investigadas. A extensão de sua participação e as circunstâncias das condutas atribuídas a ele deverão ser esclarecidas ao longo do procedimento policial e judicial. Antes de assumir a função no gabinete de Talíria Petrone, Carlos Alberto havia trabalhado como chefe de gabinete do deputado estadual Flávio Serafini, também filiado ao PSOL.
Após a operação policial, Talíria Petrone anunciou a exoneração imediata do assessor. Em nota, a deputada afirmou ter sido surpreendida pelas informações e manifestou solidariedade à vítima, além de defender a elucidação rigorosa dos fatos. A decisão de exonerar o funcionário foi anunciada após a divulgação do caso, encerrando o vínculo de Carlos Alberto com o gabinete parlamentar da deputada enquanto as investigações policiais seguem seu curso.
O caso ganhou repercussão por envolver um servidor que ocupava uma função política na Câmara dos Deputados e que anteriormente havia trabalhado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A investigação, entretanto, deverá determinar as responsabilidades individuais com base nas provas reunidas. A apuração também busca esclarecer como funcionava o esquema investigado, de que maneira as vítimas eram ameaçadas e qual seria o papel de cada suspeito na produção, solicitação e circulação dos vídeos mencionados pelas autoridades.
As suspeitas atribuídas a Carlos Alberto ainda devem ser analisadas no âmbito da investigação e do processo judicial. A prisão não equivale a uma condenação, e a responsabilidade criminal deverá ser estabelecida pela Justiça com base nas provas e no direito de defesa. O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que deve avançar na coleta de depoimentos e outros elementos probatórios para esclarecer os fatos, identificar participantes e determinar as responsabilidades relacionadas aos crimes investigados.
Mín. 17° Máx. 26°