19°C 24°C
Brasília, DF
Publicidade

Lula adia definição de nomes para ministérios do próximo mandato

Estratégia para o governo foca na fidelidade dos partidos que comporão o alto escalão do Executivo federal

31/10/2026 às 20h15
Por: VV8 REDAÇÃO
Compartilhe:
Hugo Barreto/Metrópoles
Hugo Barreto/Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tem demonstrado pressa para definir a composição de seu quarto mandato. A partir desta semana, emissários do presidente devem iniciar conversas com partidos e lideranças políticas para discutir os novos ocupantes da Esplanada dos Ministérios. De acordo com aliados do titular do Planalto, a definição dos nomes deve ocorrer apenas em dezembro.

A estratégia para o próximo governo será priorizar a fidelidade dos partidos escolhidos para compor o alto escalão do Executivo federal. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, foi designado por Lula para conduzir as primeiras conversas com partidos do centro sobre a composição do governo. Os encontros devem começar na terça-feira (3/11). Segundo auxiliares de Lula, a distribuição de espaços entre os partidos do Centrão deve considerar o grau de compromisso de cada legenda com as pautas e projetos do Executo.

O critério para a escolha deverá ser mais rigoroso que no mandato atual, quando partidos que ocupavam ministérios votaram contra o governo em diversas ocasiões no Congresso Nacional sem um compromisso de fidelidade firmado. No terceiro mandato, Lula distribuiu pastas a legendas como MDB, PSD e União Brasil, mas enfrentou derrotas em votações importantes no Legislativo. A cobrança por fidelidade deve ser maior para garantir a governabilidade diante de um Congresso com bancadas da oposição.

No segundo turno das eleições presidenciais, os principais partidos do Centrão — incluindo Republicanos, União Progressista (União Brasil e PP), Podemos e MDB — declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL). Sem apoio formal desses partidos, a estratégia de Lula foi buscar apoios individuais de lideranças como o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). No caso de Motta, o Republicanos apoiou Flávio nacionalmente, mas o diretório estadual na Paraíba divergiu e formalizou apoio a Lula.

A partir do próximo ano, o governo enfrentará um Congresso Nacional com oposição fortalecida. O PL terá as maiores bancadas nas duas Casas a partir de fevereiro de 2027: 121 dos 513 deputados e 29 dos 81 senadores. A relação com o Legislativo foi um dos obstáculos do terceiro mandato, exemplificado pela aprovação tardia da medida provisória que reorganizou a Esplanada dos Ministérios e pela rejeição de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Nos bastidores, nomes como o senador Camilo Santana (PT-CE), o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e o deputado federal André Janones (Rede-MG) são considerados fundamentais. Camilo Santana é citado para a Casa Civil, enquanto Fonteles é cotado para o Ministério da Fazenda, cargo que também pode ser ocupado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). O governador do Piauí negou publicamente, em 29/10, ter conversado com Lula sobre ocupar cargos no novo mandato.

A composição do governo também deve acomodar aliados próximos de Lula que não foram eleitos, como Fernando Haddad (PT-SP), Marina Silva (PT-SP), Simone Tebet (PSB-SP), João Campos (PSB), Eduardo Paes (PSD-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-RS), Randolfe Rodrigues (PT-AP) e Paulo Pimenta (PT-RS). Além destes, o governo deve incluir figuras que não disputaram as eleições para se dedicarem à campanha, como Guilherme Boulos (PSol-SP), Alexandre Padilha (PT-SP) e José Guimarães (PT-CE). O senador Renan Calheiros (MDB) e seu filho, Renan Filho (MDB), também são citados.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Brasília, DF
18°
Tempo nublado

Mín. 19° Máx. 24°

18° Sensação
1.84km/h Vento
100% Umidade
100% (17.55mm) Chance de chuva
05h34 Nascer do sol
18h15 Pôr do sol
Seg 29° 19°
Ter 30° 20°
Qua 30° 21°
Qui 33° 21°
Sex 33° 22°
Atualizado às 06h01
Economia
Dólar
R$ 5,44 +0,06%
Euro
R$ 6,07 +0,05%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 450,220,64 +1,71%
Ibovespa
167,921,80 pts -0.75%
Publicidade