
Aliados políticos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscam que o petista defina, ainda em 2026, o nome para ocupar a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). A intenção do governo é garantir que a indicação seja aprovada pelo Senado antes da posse dos novos parlamentares, prevista para fevereiro de 2027. A estratégia visa evitar que a mudança na composição do Senado, com o aumento da representação de partidos de oposição e da direita após as eleições, dificulte a aprovação do próximo ministro.
Um dos argumentos apresentados ao presidente é a necessidade de escolher um nome capaz de reunir apoio entre diferentes grupos políticos, para evitar dificuldades durante a sabatina e a votação no Senado Federal. Embora Lula demonstre interesse em manter Jorge Messias, atual advogado-geral da União, como opção, o nome enfrenta resistência de setores do Senado. Como alternativa, Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), é mencionado devido às suas relações com lideranças da Casa.
O senador Davi Alcolumbre também é citado nas conversas sobre a sucessão no Supremo por sua influência na condução dos trabalhos do Senado e relação com parlamentares. O governo manifesta preocupação com o calendário político, pois, caso a indicação não seja aprovada até o fim da atual legislatura, o presidente poderá ter que negociar com um Senado de composição diferente a partir de 2027.
Pela Constituição Federal, cabe ao presidente da República indicar o nome para o STF, mas a escolha precisa da aprovação da maioria absoluta dos senadores após sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A vaga surgiu após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. As negociações devem continuar nas próximas semanas, com aliados defendendo uma definição antes do recesso parlamentar de dezembro. Até que o presidente oficialize a escolha e o Senado vote, Jorge Messias e Rodrigo Pacheco permanecem entre os nomes mencionados nos bastidores.
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