
Após a eleição presidencial de 25 de outubro de 2026, o mercado financeiro analisa nomes para assumir o Ministério da Fazenda em 2027. O cargo é ocupado atualmente por Dario Durigan, que assumiu a pasta após a saída de Fernando Haddad. A gestão futura deve lidar com a necessidade de ajuste das contas públicas e busca por credibilidade fiscal diante das medidas anunciadas pelo presidente Lula durante a campanha.
Entre os nomes citados para o cargo está o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT). O governador possui formação em matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), foi secretário de Fazenda e presidente do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz). Embora seja considerado um nome de confiança do governo, Fonteles afirmou em entrevistas que não discutiu o cargo com o presidente. Um ponto relevante mencionado é a sua reeleição no estado com 70,90% dos votos.
Dario Durigan, atual ministro da Fazenda, também é cogitado para permanecer na pasta. O ministro tem interlocução com o mercado financeiro e atuou em temas como o Desenrola e a medida que restringe as apostas online. Durigan afirmou que Fonteles seria um "excelente nome" para o cargo, mas declarou ainda não ter conversado com Lula sobre o futuro da pasta.
Bruno Moretti, atual ministro do Planejamento e Orçamento (MPO), é outro nome em consideração. Economista formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e servidor de carreira desde 2004, Moretti possui trânsito no Congresso Nacional e no mercado financeiro. Ele foi responsável por articular pautas como a retirada do mínimo de saúde e educação do cálculo das receitas para reduzir despesas em cerca de R$ 10 bilhões.
Geraldo Alckmin, vice-presidente da República, também é mencionado como possível nome para o Ministério da Fazenda. O vice-presidente, que foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio durante o governo Lula 3, é visto pelo mercado por possuir um perfil técnico focado nas contas públicas. No entanto, sua disponibilidade para as demandas constantes de diálogo com o mercado e o Congresso é apontada como fator a ser considerado devido ao seu cargo atual.
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