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Eleitores dos Estados Unidos votam em 3 de novembro para renovar membros do Congresso

Eleições de meio de mandato ocorrem em período de baixa aprovação de Donald Trump e insatisfação com a economia

02/11/2026 às 04h47
Por: VV8 REDAÇÃO
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Gui Primola/Metrópoles
Gui Primola/Metrópoles

Os eleitores dos Estados Unidos votarão na próxima terça-feira (3/11) para escolher novos integrantes do Congresso. A disputa, conhecida como midterms, renova as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. O pleito ocorre em um momento de desgaste político do presidente republicano, com insatisfação quanto ao custo de vida, condução da economia, tarifas comerciais e efeitos da guerra contra o Irã.

Embora Donald Trump não concorra à Presidência, o resultado pode alterar o equilíbrio de forças em Washington e impactar a segunda metade de seu mandato, que termina em janeiro de 2029. Uma mudança na composição do Congresso pode dificultar a aprovação de projetos do governo, ampliar a fiscalização sobre as decisões do Executivo e limitar a capacidade de articulação política do presidente. As midterms ocorrem a cada quatro anos, no meio do mandato presidencial norte-americano.

Na Câmara dos Representantes, os deputados têm mandatos de dois anos e representam distritos eleitorais baseados na população. Para controlar a Casa, um partido precisa de pelo menos 218 cadeiras. O Senado possui 100 integrantes com mandatos de seis anos e renovação escalonada. Os parlamentares eleitos tomarão posse em janeiro de 2027. Diferente do Brasil, os Estados Unidos não possuem um órgão eleitoral nacional único; cada estado organiza e contabiliza os próprios votos, permitindo votação antecipada e pelo correio.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em 19 de outubro indicou que 66% dos norte-americanos desaprovam a administração republicana, enquanto 31% aprovam o desempenho do presidente. O levantamento apontou insatisfação concentrada na economia e no aumento do custo de vida. A política comercial também é citada como ponto de desgaste; desde janeiro de 2025, o presidente ampliou o uso de tarifas sobre produtos importados para proteger a indústria nacional, medida que gerou questionamentos judiciais, reações de parceiros comerciais e críticas de setores empresariais.

Os democratas têm vantagem na disputa pela Câmara dos Representantes, onde os republicanos mantêm uma maioria apertada de 218 cadeiras contra 214 da oposição. Uma pesquisa Reuters/Ipsos indica preferência de 47% dos eleitores por candidatos democratas, contra 35% dos republicanos. Projeções indicam que a oposição pode conquistar entre 220 e 236 cadeiras. No Senado, os republicanos possuem 53 assentos contra 47 do bloco democrata; os democratas precisam de quatro cadeiras para alcançar a maioria. O cenário também envolve o redesenho dos distritos eleitorais em estados como Texas e Califórnia.

Uma eventual vitória democrata na Câmara pode comprometer a capacidade de Trump de aprovar medidas legislativas, pois a oposição passaria a comandar a pauta de votações e as comissões, além de ampliar mecanismos de fiscalização sobre políticas tarifárias, medidas judiciais e operações militares. No Senado, uma mudança de maioria poderia dificultar a confirmação de indicações para cargos de alto escalão, embaixadores e integrantes do Judiciário federal. O resultado das midterms não determina a permanência de Trump na Presidência, mas pode redefinir os limites políticos de sua administração.

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