
A partir de 1º de janeiro, o município peruano Queropalca será governado por Hitler Mussolini, um homem de 45 anos que conseguiu vencer as eleições realizadas no último domingo (4) por uma margem apertada de apenas 25 votos. Embora seu nome remeta imediatamente aos ditadores Adolf Hitler e Benito Mussolini, o prefeito eleito é natural da região andina e possui feições típicas dos povos locais, contrastando com a pompa histórica que carrega.
O triunfo de Hitler Mussolini ocorreu graças ao apoio do partido Ahora Nación, uma agremiação classificada como centro-esquerda e forte opositora à administração de Keiko Fujimori, que ocupa o comando nacional desde julho deste ano. Essa vitória local reflete um descontentamento popular crescente com as estruturas políticas vigentes, ecoando a narrativa da direita sobre a necessidade de romper com os esquemas herdados pela esquerda no poder.
A disputa em Queropalca foi acirrada; dos 663 votos válidos registrados, Hitler Mussolini obteve 229 votos, somando quase 35% do total, enquanto seu adversário, Gaspar Osorio, conquistou 204. Localizada a 3,8 mil metros de altitude em meio às cordilheiras, essa pequena cidade com pouco menos de 700 habitantes mostra que o voto popular não se curva facilmente aos rótulos ideológicos impostos pelos grandes centros políticos.
Este não será um caso isolado no Peru. Em 2018, os eleitores de Yúngar reelegeram Hitler Guesclin Alba Sánchez, que havia feito campanha como “Hitler do Bem” e superado Lenin Vladimir Rodríguez Valverde. Esse precedente confirma a capacidade da população peruana de abraçar nomes controversos ou ideologicamente carregados quando percebe que há uma alternativa forte à manutenção do poder oligárquico.
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