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Lula afirma que ministros do STF estão implicados no caso do Banco Master

Durante entrevista na TV Globo, o presidente defendeu mudanças nas regras de atuação e conduta dos magistrados

15/10/2026 às 22h58
Por: VV8 REDAÇÃO
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Reprodução/ TV Globo
Reprodução/ TV Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, durante sabatina na TV Globo na noite desta quinta-feira (15/10), que os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e André Mendonça, todos do Supremo Tribunal Federal (STF), estão implicados no caso do Banco Master. A declaração ocorreu quando o presidente foi questionado sobre a conduta de Moraes no caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira. Lula afirmou que "Moraes era o mais implicado", e que Toffoli, André Mendonça e Kassio também estariam implicados. O presidente classificou o episódio como grave e defendeu a investigação de todos os possíveis envolvidos.

Sobre o tema, Lula avaliou que adversários políticos tentam associar problemas da Corte ao governo federal, mas rejeitou a afirmação de que a crise no Supremo tenha prejudicado seu desempenho eleitoral no primeiro turno. Segundo o presidente, a extrema direita tenta "jogar a Suprema Corte nas minhas costas" para buscar Alexandre de Moraes por motivos que vão além do Banco Master, citando a prisão do pai de Flávio Bolsonaro.

O presidente defendeu mudanças nas regras de funcionamento do Judiciário e manifestou-se favorável à criação de mandatos para os ministros do STF, que atualmente podem permanecer na Corte até a aposentadoria compulsória aos 75 anos. Lula afirmou que pretende criar uma comissão formada por juristas e especialistas para elaborar uma proposta de reforma do Judiciário a ser enviada ao Congresso Nacional, visando aproveitar a crise atual para promover mudanças institucionais e estabelecer regras mais rigorosas de conduta.

Lula também defendeu o cumprimento das regras de quarentena por autoridades e magistrados que deixam cargos públicos antes de ingressar na iniciativa privada, como medida para evitar conflitos de interesse. Durante a entrevista, o presidente criticou a participação de integrantes do Supremo e de órgãos públicos em festas e eventos privados promovidos por empresários, afirmando que a proximidade entre magistrados e pessoas com interesses econômicos é inadequada. O presidente declarou ser importante "moralizar muitas coisas no país" e criar um comportamento ético mais adequado, afirmando que "quem quiser ser rico não pode ser ministro da Suprema Corte".

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