
A Meta, empresa proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, publicou uma nota nesta sexta-feira (16/10) em resposta a acusações de manipulação das eleições gerais de 2026 no ambiente digital. A companhia admitiu erros em contas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas negou favorecer qualquer candidato. Segundo a Meta, a conta de anúncios da campanha de Lula foi desativada por engano no dia 23 de setembro, pois o anúncio foi classificado como uma "possível tentativa de se passar por um programa social do governo durante uma análise mais ampla de combate a fraudes". A empresa afirmou que as páginas oficiais da campanha no Facebook e Instagram não foram bloqueadas.
A Meta explicou que a análise antifraude incorreta ocorreu no âmbito de um acordo firmado em 13 de abril de 2026 com a Advocacia-Geral da União (AGU) para combater golpes envolvendo programas federais. Sobre um vídeo postado por Lula no dia 7 de setembro, que teve milhões de visualizações e gerou alegações de boicote por parte de apoiadores, a Meta informou que houve um incidente técnico que afetou os sistemas de contagem de reproduções do "reels". A empresa afirmou que o problema afetou criadores em mais de 100 países e não foi restrito ao Brasil ou à conta da campanha de Lula. A Meta pontuou ainda que a campanha de Flávio Bolsonaro também entrou em contato para relatar o mesmo problema na mesma data.
Em relação à ferramenta de inteligência artificial Meta AI, integrada ao WhatsApp, houve um relato de que a ferramenta recusou gerar uma imagem com a frase "Lula 13", mas gerou uma arte com o nome "Flávio" e o número 22 logo em seguida. A empresa afirmou que seguiu as normas eleitorais ao bloquear prompts que mencionavam claramente os nomes dos candidatos, mas ressaltou que nem sempre identificava um candidato quando um primeiro nome comum era combinado com um número eleitoral. Segundo a Meta, essa lacuna permitiu que alguns prompts com "Flávio" e o número dele gerassem imagens de cartazes, assim como ocorreu com "Luiz" e o número de Lula. A empresa afirmou ter corrigido a falha no mesmo dia para não bloquear solicitações cotidianas de nomes comuns.
A Meta destacou aplicar a mesma regra para todos os candidatos e criticou a ação judicial da campanha de Lula contra a empresa. A companhia concluiu que os incidentes citados possuem explicações documentadas e não refletem direcionamento político, manipulação da distribuição ou tentativa de influenciar a eleição.
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