
Mais de 49 milhões de norte-americanos registraram votos antecipadamente nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos até a sexta-feira (30/10). O número supera os 45,9 milhões de votos registrados antes da eleição de 2022, que era o recorde anterior. Embora as eleições ocorram na terça-feira (3/11), o sistema do país permite que os eleitores votem antecipadamente, presencialmente ou por correspondência.
De acordo com dados do Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida, a maioria dos votantes registrados é democrata, com 43,4%, enquanto 31,6% são republicanos, partido do presidente Donald Trump. Essas estatísticas não representam votos efetivos, pois a contagem oficial começa apenas no dia da eleição. O estado do Texas registrou o maior comparecimento até o momento, com mais de 6 milhões de votos. O estado é considerado estratégico por concentrar o segundo maior número de deputados do país.
A lei Uniformed and Overseas Citizens Absentee Voting Act permite que norte-americanos residentes no exterior ou membros das forças armadas votem pelo correio. A modalidade é alvo de críticas de Donald Trump, que acusa o sistema de fraudes. Em março, ele publicou um decreto para limitar quem pode votar por correspondência, mas a Suprema Corte proibiu a implementação dessas medidas para esta eleição em setembro.
Um dos votos antecipados foi registrado pelo papa Leão XIV, primeiro líder da Igreja Católica a votar em uma eleição nacional. O pontífice é norte-americano e exerceu o direito ao voto. A Santa Sé informou que ele agiu em consonância com a prática de participação cívica.
A eleição de meio de mandato renovará quase todo o Congresso norte-americano. No país, os deputados possuem mandatos de dois anos e os senadores de seis. Os eleitores escolherão os ocupantes das 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 do Senado.
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