
As estudantes Maria Júlia dos Santos Estevão, de 18 anos, e Ana Júlia Storti Rosendo, de 23, obtiveram aprovação em universidades públicas na primeira tentativa por meio de estratégias como a criação de uma rotina de estudos, o foco em questões de provas antigas e a persistência diante de dificuldades. Maria Júlia, que cursa Química na USP de São Carlos, foi aprovada também na Unesp e na Unicamp. Ela relatou ter se dedicado integralmente aos estudos em 2025 durante o ensino médio na Escola Estadual Sebastião de Oliveira Rocha. Durante o segundo ano do ensino médio, realizou um curso de Iniciação Científica na USP de São Carlos e, no último ano, ingressou na ONG Fênix para cursar um cursinho pré-vestibular voltado a jovens e adultos de baixa renda, onde pôde aprofundar conhecimentos em exatas.
Ana Júlia Storti Rosendo, que cursa jornalismo em Bauru, também foi aprovada na Unesp na primeira tentativa. Ela relatou ter iniciado os estudos para o vestibular há oito meses antes da prova, utilizando uma apostila e resolvendo questões de exatas para memorizar fórmulas e conteúdos durante horários disponíveis, incluindo intervalos de trabalho e finais de semana. O processo ocorreu simultaneamente ao desenvolvimento do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) na UFSCar.
O professor de biologia e diretor do curso pré-vestibular Oficina do Estudante, Lucas Zillig, ressalta a importância de conhecer a estrutura da prova da Unesp para os candidatos. Ele aponta que a prova possui 90 questões alternativas com duração de cinco horas, incluindo blocos de disciplinas de exatas e ciências humanas. Segundo o professor, devido à presença de textos densos, é necessário treinar a leitura crítica e a interpretação de grandes textos. Zillig destaca ainda a interdisciplinaridade das questões e a importância de consultar provas antigas para identificar autores e movimentos literários recorrentes, uma vez que a Unesp não adota lista de livros obrigatórios.
Mín. 20° Máx. 29°