
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou nesta quinta-feira (5/11) que enviará os ajustes no Orçamento da União ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a viagem do presidente à COP31, em Antalya, na Turquia, na próxima semana. A equipe econômica discute medidas de ajuste fiscal, incluindo a possibilidade de ampliar a fatia do Orçamento passível de ser contingenciada, medida que depende de aprovação do Congresso Nacional. Durigan afirmou a jornalistas nesta manhã que tem mantido diálogo diário com o presidente e que novos detalhes devem surgir após o retorno da viagem à COP.
Em setembro, o governo registrou superávit de R$ 4,839 bilhões, em comparação ao déficit de R$ 14,4 bilhões verificado no mesmo mês de 2025. O resultado ficou acima das expectativas da Fazenda, que previa um déficit de R$ 7,5 bilhões. Durigan reconheceu que o valor ainda é alto e afirmou que o objetivo é cumprir o que foi feito nos últimos quatro anos no Ministério da Fazenda para enfrentar um déficit que, segundo ele, veio do governo Bolsonaro, visando dar condições para o país ter um superávit a partir do próximo ano com os ajustes necessários.
O ministro também reconheceu que o governo federal precisa apresentar medidas para oferecer condições de forma sustentável e estrutural para que a taxa de juros diminua no Brasil. O comentário ocorreu após o Comitê de Política Monetária (Copom) interromper o ciclo de cinco reduções consecutivas na taxa básica de juros, a Selic, que ficou em 13,75%. Na semana anterior, Durigan informou ter contatado representantes do setor financeiro para buscar estabilidade no mercado após a reeleição de Lula.
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